Vou direto ao assunto. Não gosto de Raimundos. Raimundos não dá! Foi a primeira "grande banda" brasileira dos 90 e é de foder a paciência. Autênticas poesias como "Selim", "Reggae do Manêro" e "Me Lambe", entre outras, são tão comoventes. Sem contar aquele fundo musical (puro easy listing) que faz a gente pensar na vida. Não dá, não dá. Se eu começasse com drogas "leves", passaria depois para Charlie Brown Jr., CPM 22, etc, e estaria internado em alguma clínica devido ao uso excessivo de For Fun, Nx Zero, Fresno... Realmente, não dá. Agora, o Rodolfo é um cara legal. Ele viu que o caminho para a eternidade é o Senhor, não uma banda de forrócore (tsc, tsc), e resolveu ganhar dinheiro usando a sua bela voz em favor de uma causa nobre; salvar os gentios do fogo do inferno. Seguiu os passos corretos de tantos outros grandes nomes: Mara Maravilha, Rafael (P)Ilha, Carla Perez, Gretchen. São muitos. Fantástico esse Rodolfo. Mas juro que gostei da capa do "Só No Forevis". Bem produzida. Elegante. E ainda dizem que foi feita só para zoar com os pagodeiros. Nada. Li em algum lugar que os caras são chegados em axé music e tudo mais.
Depois de tantas qualidades, possivelmente eu seja um retardado por não gostar de Raimundos...
Porém... Meu primo de 15 anos, se souber da existência dos cabras, deve gostar.
terça-feira, 31 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
É rock, mas não é ROOOCK
Fiquei quinze dias "de molho" para descansar a minha coluna cervical, que está desgastada igual ao dono. Não adiantou muita coisa, porém, como diz uma antiga música do Cidade Negra; "estamos aí para o que der e vier". E vamos em frente. Neste exato momento, escuto o "Urban Hymns" (97), do The Verve, que fazia um tempão que não saía da minha prateleira. As baladas são boas, no entanto os rocks psicodélicos/progressivos são de ralar o saco. Por falar em baladas, psicodelia e que tais, o Radiohead andou fazendo shows pela terra de Cabral e causando comoção nos fãs. Não vi nada, nem pela TV, mesmo porque só dou algum valor para o grupo devido ao disco "The Bends" (95), um dos melhores dos anos 90. Aquele tal de "Ok Computer" (97), super estimado, é tão chato quanto o já citado "Urban Hymns", por exemplo (sem comparações, só uma constatação particular). E como um insight, algo me diz que o Radiohead cedo ou tarde vai virar uma espécie de U2; messiânico e grandioso, ou talvez um Pink Floyd; distante e complexo. Se é que já não anda assim ou assado. Certo é que os shows foram aguardados com fervor por várias pessoas, fãs ou não, pois, afinal de contas, o culto à banda já está se tornando religião e chamando atenção de gregos, troianos e baianos; e também por reunir o Los Hermanos e por trazer novamente ao país o Kraftwerk, outro grupo cultuado e super influente (ambos foram atrações de abertura).
No frigir dos ovos: de um modo geral, vai ser difícil ter outro festival (?) tão badalado como esse durante o resto do ano, mesmo com a chatice de uns (Los Hermanos e Radiohead) e com a frieza "robótica" de outros (Kraftwerk).
Preguiça de escrever algo mais.
No frigir dos ovos: de um modo geral, vai ser difícil ter outro festival (?) tão badalado como esse durante o resto do ano, mesmo com a chatice de uns (Los Hermanos e Radiohead) e com a frieza "robótica" de outros (Kraftwerk).
Preguiça de escrever algo mais.
sexta-feira, 20 de março de 2009
100
É... A centésima publicação. E não vou disparar foguetes com as minhas ranhetices usuais (até parece). Quero apenas manifestar o meu "achismo" em relação ao conceito de cultura pop, fazendo o uso de poucas palavras: diversão e arte. Não diversão abobalhada. Não arte cabeçuda. Diversão consciente. Arte livre. Está faltando.
That's all, folks!
That's all, folks!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Indo além dos embalos
Estava assistindo "Os Embalos de Sábado a Noite" dia desses e depois de tantos anos vendo e revendo o filme como um simples espectador, constatei tardiamente um fato: é sobre o mundo da disco music, mas também é sobre heteros rudes e problemáticos tentando se divertir (nada contra a cultura disco, sempre associada ao descontraído público gay, e, da mesma forma, nada contra o dito terceiro sexo). Fica fácil perceber o grau de distanciamento entre a realidade do tema e a moda levemente "envernizada" observando uma cena em que a turma de Tony Manero (John Travolta) dá de cara com um casal homossexual na rua e desanda a esculhambar com a dupla, ou seja, os personagens curtiam aquele lance de dança porque era o "quente" do momento e não porque tinham qualquer tipo de ideologia (se é que isso se aplica neste caso). Portanto, a disco music foi utilizada como trilha sonora para um drama existencial barra pesada e só fez amplificar as atenções em cima da produção. A partir daí, todavia, outro fato também fica claro: o filme se sustentaria sem aquela moda "everybody dance". O assunto é interessante por si só: rebeldia, sexo, violência, drogas, começo da vida adulta. Fiquei pensando o que um Tarantino ou um Guy Richie poderia fazer com um roteiro desses nos dias de hoje (no bom sentido).
"Os Embalos de Sábado a Noite" causou uma imensa avalanche de "dançarinos de final de semana" no mundo inteiro. Casas e mais casas noturnas foram criadas para acompanhar a onda. Discos (os bolachões de vinil) eram produzidos em verdadeiras linhas de montagem "let's party". Isso em plena efervescência punk "no future". Mil novecentos e setenta e sete foi um ano ou um nó cultural?
Outro (e principal) ponto a se destacar, aproveitando a idéia analítica do texto, é a atual e agonizante cultura de massa. Com tantas informações, com tantas formas de se comunicar, de se interagir, de facilidades de acesso presentes neste milênio, fica difícil imaginar outro tipo de moda tão intensa (tão massificada) como a do filme em questão (emo? não chega nem perto). As pessoas (principalmente os jovens) estão divididas entre mil opções de entretenimento. Não existe tanto blá, blá, blá em cima de um só acontecimento. Existe em cima de dezenas, centenas. A cultura de massa foi desmembrada. É uma verdade que lentamente vai corroer as rádios, as televisões e os jornais. Qualquer um pode ter a sua rádio pessoal on line. Qualquer um pode fazer broadcast de seus vídeos na internet. Qualquer um pode ter um blog para escrever o que quiser. Até um boboca pedante e previsível como eu.
E é assim mesmo. Você começa a "caraminholar" alguma coisa, algum post, e sai isso.
"Os Embalos de Sábado a Noite" causou uma imensa avalanche de "dançarinos de final de semana" no mundo inteiro. Casas e mais casas noturnas foram criadas para acompanhar a onda. Discos (os bolachões de vinil) eram produzidos em verdadeiras linhas de montagem "let's party". Isso em plena efervescência punk "no future". Mil novecentos e setenta e sete foi um ano ou um nó cultural?
Outro (e principal) ponto a se destacar, aproveitando a idéia analítica do texto, é a atual e agonizante cultura de massa. Com tantas informações, com tantas formas de se comunicar, de se interagir, de facilidades de acesso presentes neste milênio, fica difícil imaginar outro tipo de moda tão intensa (tão massificada) como a do filme em questão (emo? não chega nem perto). As pessoas (principalmente os jovens) estão divididas entre mil opções de entretenimento. Não existe tanto blá, blá, blá em cima de um só acontecimento. Existe em cima de dezenas, centenas. A cultura de massa foi desmembrada. É uma verdade que lentamente vai corroer as rádios, as televisões e os jornais. Qualquer um pode ter a sua rádio pessoal on line. Qualquer um pode fazer broadcast de seus vídeos na internet. Qualquer um pode ter um blog para escrever o que quiser. Até um boboca pedante e previsível como eu.
E é assim mesmo. Você começa a "caraminholar" alguma coisa, algum post, e sai isso.
sábado, 14 de março de 2009
Kill the 90's
"Is This It" abriu o caminho para o rock dos anos 2000. Frase besta? De jeito algum. Sem o disco dos Strokes bandas como Arctic Monkeys, White Stripes e The Hives não estariam na boca e nos ouvidos da gurizada mais descolada. Lançado em 2001, e fortemente influenciado pela blank generation, "Is This It" teve apenas um hit ("Last Nite"), mas causou bastante barulho na imprensa especializada, sobretudo na britânica, o que foi suficiente para chamar atenção da audiência alternativa para os rocks curtos e diretos do grupo, e para o vocal desleixado de Julian Casablancas. Novamente, após o estouro de "Nevermind", a estética indie estava em evidência. No entanto, ao contrário do Nirvana nos 90, os nova-iorquinos não fizeram tanto estardalhaço e preferiram ficar fora dos holofotes (e também não houve uma preocupação por parte da imprensa em criar uma cena, um rótulo). Poderiam ser "a" banda dos 2000, porém, de certa forma, não quiseram. Esse status caiu no colo de outro grupo, de outro país: o Coldplay. Com aquela áurea de filhos do U2 e primos do Radiohead, os londrinos lançaram trabalhos mais equilibrados e conseguiram sucesso de público e crítica (algo difícil de acontecer). Não foram tão influentes como os Strokes, contudo a criatividade musical e as melodias presentes nos seus discos fizeram deles super conhecidos. Até rappers como Kanye West e Jay-Z foram "fisgados" pelo som dos ingleses e realizaram trabalhos em conjunto.
The Strokes e Coldplay; duas bandas que caracterizaram bem esta década que está terminando, dividida entre o garage rock e o alternative pop.
De certo modo, ainda não mataram os cinzentos anos 90, mas está bem perto de acontecer. Thanks, God!
The Strokes e Coldplay; duas bandas que caracterizaram bem esta década que está terminando, dividida entre o garage rock e o alternative pop.
De certo modo, ainda não mataram os cinzentos anos 90, mas está bem perto de acontecer. Thanks, God!
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