quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Neologismo

Certa vez, em uma das comunidades do Orkut, alguém escreveu que o Jack White (guitarrista da dupla White Stripes) era um merda, no que eu rebati: "Merda é a Meg White (baterista). O Jack White é um merdo".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O verdadeiro nirvana

Se você cresceu acostumado(a) com computadores conectados na rede mundial e adora baixar aquela música para curtir no seu player favorito, não imagina o perrengue desgraçado que era para conhecer determinados artistas (principalmente os estrangeiros) na era pré-internet. Muitos nem eram lançados no Brasil, ou estavam fora de catálogo há tempos, e a maioria deles, por exemplo, eu só fui escutar graças aos Napsters da vida. O compartilhamento de arquivos facilitou muito e veio para ficar, evidentemente. Mas nada dessas pesquisas na web superou a minha satisfação pessoal de encontrar, entre outros, o "Stupidity", do Dr. Feelgood, ou o "No More Heroes", do Stranglers, ambos em vinil original, em um sebo, lá nos idos de 90, 91; ou o cd simples contendo os dois primeiros discos do Big Star, achado em uma loja de importados, circa 96. Nos dias atuais, em alguns minutos, você pode baixar qualquer álbum, de qualquer artista, e pronto. Tornou-se trivial. Agora, a sensação de descobrir, e de ter, um disco raro naquela época sem internet era de imensurável felicidade tântrica.

Coisas de quem leva (levava) essa brincadeira a sério.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

No joy

Para cada Alanis em baixa que vem, tem um Little Joy em alta que não vem. Havia rumores de um show da banda, que seria realizado no próximo domingo, dia 8, fechando a programação de verão da MTV na Ilha. Pois é... Ficou só nos rumores. E é aquela velha história: vai a Curitiba, pula, vai a Porto Alegre, etc, etc e etc.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Show classe B

Quando vi o clip de "Hand In My Pocket" pela primeira vez, por volta de 1996, achei a música legal e a cantora bonitinha. Depois, fiquei sabendo que a canadense já tinha uma carreira anterior, fazendo o gênero teenage pop. Até aí, tudo bem. Todas as pessoas que deixam algum tipo de impressão merecem uma segunda chance. Porém a super exposição do disco "Jagged Little Pill", a voz "esganiçada" da moça e a performance "abestalhada" de palco deram nos meus nervos e comecei a ficar enjoado. Menos pior que os lançamentos posteriores não tiveram tanta repercussão e que ela deu uma sumida durante os 2000. Essa queda de popularidade (pelo menos nos EUA e na Europa) fica fácil de constatar ao lembrarmos dos onze shows que foram programados para o Brasil (Floripa será o décimo), que só vem a reforçar a idéia de que a artista está com datas sobrando na agenda e que o sucesso no primeiro mundo, de fato, estacionou lá atrás... Mas não estou a fim de perder o meu tempo escrevendo sobre Alanis Morissette. Bom show para quem for amanhã em Jurerê Internacional.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Réu confesso

O ano foi 1985. Começou com o Rock In Rio, passou pelo Live Aid e culminou no surgimento da revista Bizz. Depois, fiquei assim; levando a sério esse estilo de vida. Só faltou tatuar um "mamãe, quero ser rock star!" na testa. Hoje em dia, as coisas estão mais ou menos tranqüilas, e eu até já transformei uma camisa do U2 em pano de chão.

Deve ter algum centro de reabilitação chamado "Roqueiros Anônimos".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Um marco da música eletrônica

O disco "The Pleasure Principle", lançado em 1979 pelo britânico Gary Numan, é um bom trabalho e não ficou tão datado assim, apesar dos 30 anos ("Time To Pretend", dos novatos do MGMT, por exemplo, possui claras influências de Numan e não faria feio nesse álbum. Escrevi besteira?). Sem contar a importância que o cara teve em toda aquela cena tecnopop do início dos 80 (inclusive no Brasil, vide a "tecladeira" do RPM). Naquela época, só um artista rivalizava com o Gary Numan em matéria de ascendência sobre o pop inglês: David Bowie (dois, vá... Bryan Ferry também).
Se você gosta de synth pop, e nunca escutou "The Pleasure Principle", dê um jeito de conseguir uma cópia.

Só lembrando que o Numan (bem como o tecnopop inteiro) deve até os fundilhos das calças para o grupo alemão Kraftwerk, pioneiro no uso de equipamentos eletrônicos no rock (rock?).